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Pélico lança Euforia, seu terceiro disco

“e num momento de estiagem
não me falte a coragem
de ser o que sou”
(Euforia)

Pélico está nu. Despido de certezas após um processo cartático em que escancara delicadamente todas suas dúvidas, ele busca um novo modo de vestir-se. 
Porém, para deleite de quem ouve as 14 faixas de seu novo álbum, “Euforia”, essa nudez não é óbvia.
É preciso notar, pelas entrelinhas, que ele vai além dos rótulos. Por isso, ao contrário do rei, é ele mesmo a gritar que estão todos enganados ao verem um manto a cobri-lo.

Pélico viveu e aprendeu a viver. Agora encara o amor, tema que não sai da moda desde que o mundo é mundo, com contornos menos dramáticos. Nem tudo termina bem, fato. Mas às vezes, sequer termina, e a esperança dá margem a melodias mais solares, como em Sobrenatural.

Embora não seja uma continuidade linear do anterior, as características que fizeram de Pélico um dos nomes mais comentados da atual geração ainda estão por lá, da sensibilidade com pitadas de auto-ironia nas letras, aos arranjos elaborados que levam o público às lágrimas ou… à euforia.

Sete anos separam “O último dia de um homem sem juízo“, seu primeiro disco, de 2008, do mais recente trabalho, lançado em abril de 2015. No intervalo destes, está o elogiado “Que isso fique entre nós“, que em 2011 entrou em diversas listas de destaque, incluindo a de melhores do ano da revista Rolling Stone Brasil.

A distância entre este e o último lançamento foi o de maturação de inúmeras composições, 13 delas escolhidas para o novo disco (a faixa Euforia aparece em duas versões), produzido por Jesus Sanchez e gravado no estúdio Sound Design, em São Paulo.
Neste meio tempo, o cantor e compositor realizou uma trilogia de vídeos com versões de compositores que o influenciaram (Lulu Santos, Cartola e Caetano Veloso), participou de coletâneas e produziu, com Jesus Sanchez, o primeiro trabalho de Toni Ferreira para a Universal Music.

E, para que nos momentos de estiagem não lhe falte a coragem de ser o que é, Pélico optou por se apresentar de perto também na capa, cuja foto ficou a cargo de Bob Wolfenson e a arte, do amigo e cantor Filipe Catto.

“Euforia” foi viabilizado pelo Programa de Ação Cultural (Proac), dentro da categoria “Apoio a projetos de gravação de disco Inédito e circulação de espetáculos de canção no Estado de São Paulo de 2014″.

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